Link de acesso direto à obra: https://editorailustracao.com.br/media/pdfs/518/hHO65b5ryMau.pdf
Ao longo da história brasileira, as mulheres sempre estiveram no centro da produção da vida social e econômica, ainda que marcadas por estruturas persistentes de desigualdade, invisibilidade e exclusão. Entre o trabalho produtivo e reprodutivo, o espaço doméstico e o mercado formal, o poder público e a iniciativa privada, constroem-se vulnerabilidades que atravessam gênero, classe, raça e território, revelando a distância entre a igualdade formal assegurada pelo Direito e a efetivação concreta dos direitos das mulheres. Esta obra analisa criticamente essa lacuna, articulando os estudos feministas do direito, a economia feminista e a teoria da responsabilidade social da empresa. À luz da Constituição Federal de 1988 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, especialmente os ODS 5 (Igualdade de Gênero) e 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), o livro investiga o papel das empresas como agentes relevantes na promoção da justiça social e na redução das vulnerabilidades de gênero. Com abordagem qualitativa, exploratória e interdisciplinar, o estudo examina a atuação da iniciativa privada a partir do método da interseccionalidade, tendo como estudo de caso o Projeto Social Mulheres em SuperAção, desenvolvido pela Cooperativa Sicredi Paranapanema Serrana. A análise evidencia como ações empresariais voltadas à informação, à educação e à autonomia financeira podem contribuir para o empoderamento feminino, a inclusão social e a sustentabilidade das comunidades locais. Mais do que um diagnóstico, a obra propõe reflexões sobre os limites e as potencialidades da responsabilidade social corporativa, questionando práticas meramente discursivas e defendendo um compromisso efetivo com diversidade, equidade e inclusão. Destinada a pesquisadoras e pesquisadores, profissionais do Direito, gestores públicos e privados e a todas as pessoas interessadas na promoção da igualdade de gênero, esta pesquisa se insere no debate contemporâneo sobre justiça, vulnerabilidades e transformação social, reafirmando que a equidade de gênero é condição indispensável para o desenvolvimento humano sustentável.
INTRODUÇÃO
1 OBSTÁCULOS À AUTONOMIA ECONÔMICA DAS MULHERES NO BRASIL
1.1 O panorama da desigualdade no mercado de trabalho e empreendedorismo brasileiro
1.2 Divisão sexual do trabalho: desigualdade de gênero no mercado de trabalho
2 A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA NA CONTEMPORANEIDADE NO ATENDIMENTO AOS OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM RELAÇÃO ÀS MULHERES
2.1 As diretrizes internacionais
2.2 A legislação brasileira
2.3 A função e a responsabilidade social da empresa e os desafios de gênero
3 ANÁLISE CRÍTICA DO PROJETO “MULHERES EM SUPERAÇÃO” MANTIDO E CRIADO PELO SICREDI PARANAPANEMA PR/RJ/SP
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
SOBRE A AUTORA