Link de acesso direto à obra: https://editorailustracao.com.br/media/pdfs/576/hHLFZj64POLd.pdf
A obra Política Surda constitui uma importante contribuição para o campo dos Estudos Surdos e para a compreensão das políticas que impactam as comunidades surdas em diferentes contextos nacionais e internacionais. Reunindo autores surdos e ouvintes, brasileiros e estrangeiros, o livro apresenta reflexões teóricas, análises críticas e experiências que evidenciam a complexidade das relações entre língua, cultura, identidade, cidadania e direitos humanos. Ao abordar temas como os referenciais conceituais dos Estudos Surdos, a construção do conceito de Política Surda no Brasil, as metodologias de pesquisa na área e as distinções entre Política Surda e Política Social do Surdo, a obra amplia o debate acadêmico e fortalece a produção de conhecimento comprometida com as especificidades linguísticas e culturais das comunidades surdas. Mais do que uma coletânea de estudos, este livro representa um movimento de consolidação teórica e política, reafirmando o protagonismo das pessoas surdas na construção de suas próprias narrativas, lutas e direitos. Destinada a pesquisadores, estudantes, profissionais e a todos os interessados nas relações entre linguagem, cultura e política, esta obra convida o leitor a refletir sobre os desafios e as possibilidades de uma sociedade que reconheça e valorize a diversidade linguística, cultural e humana.
PREFÁCIO
APRESENTAÇÃO
INTRODUÇÃO
1 CONTRIBUIÇÕES DOS REFERENCIAIS CONCEITUAIS NO CAMPO DE ESTUDOS SURDOS
1.1 Conceito de Deaf Gain
1.1.1 Sobre os autores do livro
1.1.2 A Teoria do Deaf Gain
1.1.3 Audismo: A Dominação Ouvintista
1.1.4 Deaf Gain: A Nova Visão
1.1.5 Exemplos Históricos do Deaf Gain
1.1.5.1 América
1.1.5.1.1 Laurent Clerc e a fundação da educação surda nos Estados Unidos (1817)
1.1.5.1.2 Universidade Gallaudet (1864): A primeira universidade bilíngue do mundo
1.1.5.2 África
1.1.5.2.1 Andrew Foster (1927-1987): “O Apóstolo dos Surdos na África”
1.1.5.2.2 Adamorobe, Gana: A mais antiga Comunidade Surda documentada (1733)
1.1.5.2.3 Pioneiras Sul-Africanas e Líderes Contemporâneos
1.1.5.3 Ásia
1.1.7 Implicações Políticas do Deaf Gain
1.2 Conceito de Deafhood
1.2.1 Sobre o Autor
1.2.2 A Teoria do Deafhood
1.2.3 Exemplos Históricos do Deafhood
1.2.3.1 O renascimento da ASL: William Stokoe (1960)
1.2.3.2 Deaf President Now: Gallaudet University (1988) - Uma semana que Mudou a História Surda
1.2.4 Manifestações Contemporâneas do Deafhood no Brasil
1.2.5 Deafhood e saúde mental surda
1.2.6 Deafhood Como Jornada Pessoal: narrativas de descoberta
1.2.6.1 A Jornada de Carol Padden
1.2.6.2 A Jornada de Haben Girma
1.2.6.3 A Jornada de Nyle DiMarco
1.2.7 Deafhood e Trauma Geracional
1.2.7.1 O Ciclo do Trauma
1.2.7.2 Deafhood Como Cura
1.3 Conceito de Surdos Heróis (Deaf Heroes)
1.3.1 Sobre a Autora
1.3.2 A Teoria dos Surdos Heróis
1.3.3 Exemplos Históricos de Surdos Heróis
1.3.3.1 Ferdinand Berthier (1803-1886): Intelectual, Professor e Organizador Político Surdo
1.3.3.2 Biografia e Formação
1.3.3.3 Produção Intelectual e Histórica
1.3.3.4 Organização política e o primeiro movimento surdo organizado
1.3.3.5 A Primeira Honraria de um Surdo
1.3.3.6 Resistência Política em Tempos Repressivos
1.3.3.7 Morte e Legado
1.3.4 1.3.4 Edouard Huet (1822-1882), fundador da primeira escola de surdos no Brasil
1.3.5 I. King Jordan (nascido em 1943), primeiro reitor surdo de Gallaudet
1.4 Conceito de Deaf Power
1.4.1 Contexto e Referências Teóricas
1.4.2 A Teoria do Deaf Power
1.4.3 Exemplos Históricos de Deaf Power
1.4.3.1 Deaf President Now (DPN) — Gallaudet University (1988)
1.4.3.2 A luta contra o implante coclear infantil forçado (décadas de 1990-2000)
1.4.3.3 O reconhecimento legal das línguas de sinais ao redor do mundo
1.4.4 Manifestações Contemporâneas do Deaf Power no Brasil
1.4.4.1 Marchas e Manifestações Surdas
1.4.4.2 Ocupação de Espaços Acadêmicos
1.4.4.3 Representação Política
1.5 Outros conceitos criados pelas comunidades surdas
1.5.1 Audismo (Audism)
1.5.2 Ouvintismo
1.5.3 Linguicismo (Linguicism)
1.5.4 Deaf Space (Espaço Surdo)
1.5.5 Colonialismo Oral / Colonialismo Linguístico
1.5.6 Deaf Time (Tempo Surdo)
1.5.7 Usher Deaf (Surdez Usher)
1.5.8 Fonocentrismo
1.5.9 Surdocegueira e Epistemologia Tátil
1.6 Autores surdos internacionais sobre Política Surda
1.6.1 Estados Unidos
1.6.2 Europa
1.6.3 Oceania
1.6.4 América Latina
1.7 Tabela comparativa entre os quatro conceitos
2 CONCEITO DE POLÍTICA SURDA NO BRASIL
2.1 Política Surda: Conceitos e Fundamentos de uma Perspectiva Cultural
2.2 A Trajetória Histórica da Política Surda no Campo Político Nacional
2.3 Características principais da Política Surda
2.3.1 Autonomia e protagonismo surdo
2.3.2 Valorização da língua de sinais
2.3.3 Representatividade e liderança surda
2.3.4 Luta por direitos linguísticos e educacionais
2.4 Articulação com políticas sociais e Estado
2.4.1 Política Linguística
2.4.2 Direito Linguístico
2.4.3 Acessibilidade Linguística
2.5 Revisão Integrativa da literatura
3 METODOLOGIAS DOS ESTUDOS SURDOS
3.1 Tipos de Metodologias de Pesquisa Acadêmica e Científica no Campo de Estudos Surdos
3.1.1 Pesquisa qualitativa
3.1.2 Pesquisa quantitativa
3.1.3 Pesquisa mista (quali-quantitativa)
3.1.4 Pesquisa Exploratória
3.1.5 Pesquisa Descritiva
3.1.6 Pesquisa Explicativa
3.1.6.1 Diferença entre pesquisa descritiva e pesquisa explicativa
3.1.7 Pesquisa Bibliográfica
3.1.8 Pesquisa Documental
3.1.9 Estudo de Caso
3.1.9.1 Estudo de Caso 1: Sônia Maria de Jesus: trabalho análogo à escravidão e silenciamento linguístico
3.1.9.2 Estudo de Caso 2: Funcionário surdo Torturado em supermercado no dia dos surdos
3.1.10 Pesquisa de Campo
3.1.11 Pesquisa-Ação
3.1.12 Pesquisa Etnográfica
3.1.13 Grupo focal
3.1.14 Pesquisa Biográfica
3.2 Aspectos éticos da pesquisa em Libras
3.3 Justiça Linguística
3.4 Princípio epistemológico da pesquisa em estudos surdos
3.5 Produção de dados por narrativas visuais e registros em vídeo
3.6 Entrevistas sinalizadas com participantes de outros países
3.7 Uso de Sinais Internacionais (International Sign)
3.8 Perspectivas futuras e fortalecimento das metodologias nos Estudos Surdos
4 DIFERENÇA ENTRE POLÍTICA SURDA E POLÍTICA SOCIAL DO SURDO
4.1 Política Surda e Política Social do Surdo: disputas de sentido e de lugar do sujeito
CONCLUSÃO
SOBRE OS AUTORES
REFERÊNCIAS