Link de acesso direto à obra: https://editorailustracao.com.br/media/pdfs/543/5YVkGUkVe4D8.pdf
Inspirada pela potência simbólica de Exu e pelo impacto cultural do samba-enredo “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu”, da Acadêmicos do Grande Rio, esta obra convida o leitor a um mergulho crítico e sensível nas encruzilhadas da história, da cultura e da espiritualidade brasileira. Ao articular arte, religiosidade e pensamento social, o livro evidencia como as religiões de matriz africana, especialmente na figura de Exu, foram historicamente marcadas por estigmas produzidos pela colonialidade, pelo racismo estrutural e pela intolerância religiosa. Com rigor teórico e profundidade reflexiva, a obra percorre dimensões históricas, sociológicas, jurídicas e culturais para denunciar processos de invisibilização e exclusão, ao mesmo tempo em que anuncia possibilidades de ruptura e reconstrução. Ao deslocar o olhar hegemônico por meio da metáfora das “sete chaves”, propõe uma leitura que desafia discursos naturalizados e abre caminhos para novas formas de compreensão, linguagem e convivência social. Mais do que uma análise, este livro é um gesto de resistência e um convite à transformação. Ao afirmar a centralidade das culturas afro-brasileiras como constitutivas da sociedade, aponta para a urgência de práticas verdadeiramente inclusivas e para o reconhecimento da diversidade como fundamento da cidadania. Entre denúncias e esperanças, a obra ecoa a força de Exu como princípio de movimento, comunicação e abertura de caminhos — lembrando que, nas encruzilhadas da história, é sempre possível acender novas luzes e reinventar futuros.
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
1 PROCESSO METODOLÓGICO
1.1 Processo epistemológico
1.1.1 Ecologia dos saberes
1.1.2 Práticas socioculturais
1.1.3 Interdisciplinaridade
1.2 Processo metodológico
2 A FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL BRASILEIRA SOB A PERSPECTIVA DA COLONIALIDADE: O NÃO-LUGAR DAS PESSOAS NEGRAS
2.1 Elementos estruturantes da formação social do Brasil
2.2 A institucionalidade do Racismo Estrutural
2.3 Processos excludentes das pessoas negras na atualidade
3 MUSICALIDADE COMO LINGUAGEM DE RESISTÊNCIA NEGRA
3.1 As religiões de matriz africana e o sincretismo no Brasil
3.2 A historicidade da cultura negra musical no Brasil
3.3 Escolas de Samba como espaços musicais culturais
4 RESISTÊNCIA EM FORMA DE ARTE: MANIFESTAÇÕES CULTURAIS NEGRAS E SUA CONTRIBUIÇÃO AO ENFRENTAMENTO DA COLONIALIDADE
4.1 Desfile da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, no ano de 2022, Fala, Majeté! Sete chaves de Exu
4.2 O samba-enredo Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu sob a perspectiva da Análise de Discurso Crítica
4.3 Contribuições do samba-enredo Fala, Majeté! Sete chaves de Exu para o enfrentamento da colonialidade no Brasil
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS